A Voz Dissonante

O outro pensamento

Serra presindente é a agenda dos illuminatis e o projeto 2012
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Fazer Serra presidente faz parte da agenda dos illuminatis, por isso todas as associações a eles ligados se envolveram na campanha contra Dilma Rousseff (PT). 

Só seguirem as pistas de quem está fazendo e financiando a maior campanha de difamação contra a candidata do PT. Os illuminatis não querem Dilma presidente e para isso estão movendo os maiores fundos e recursos como a sua própria mídia para impedir a eleição de Dilma Rousseff.

Neste caso é provável que José Serra seja eleito presidente do Brasil, pois, os illuminatis nunca perderam, eles são mestre em controle de massa, sabem muito bem onde atingir para chegar a seus objetivos que sempre foram claros e limpos que é impor um governo mundial.

Dilma Rousseff é de origem nacionalista ligada ao PDT de Leonel Brizola, ou seja um obstáculo ao governo mundial. Pois, o nacionalismo brasileiro pode atrapalhar os planos da Nova Ordem Mundial.

Não precisa acreditar em mim. É so juntar as informações que estão disponíveis, muitas vezes ocultas nas entrelinhas.

FHC no seu governo comprometeu seriamente a segurança alimentar dos brasileiros, ficamos muito dependente do agro negócio que usa sementes terminator e empobrece o solo e acaba com a diversidade genética de nossa base alimentar.

O papel de Serra neste novo governo é causar o caos social e distúrbios para que haja um cenário propício para golpe de Estado. Só olharem a atuação da mídia brasileira contra o congresso nacional e filmes como Tropa de Elite 2 estão preparando a opinião pública para o fechamento do congresso nacional.

Com a mídia do lado ocultando os fatos será aberto a maior operação de caça aos inimigos políticos do projeto da Nova Ordem Mundial.

O código de início do processo será uma tempestade solar que vai colocar fora do ar os sistemas eletrônicos e com isso impedir a articulação de grupos de resistência.

Desejo a todos boa sorte

Esta é minha última postagem aqui neste blog.

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A gestão de Lina Vieira frente a Receita Federal foi desastrosa!
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O amigo navegante Alberto Porém Jr. chama a atenção(*) para o programa “Entre Aspas” da Globonews de Monica Waldvogel.

É possível que Monica Waldvogel tenha pretendido prestar um serviço aos seus notórios amigos tucanos.

Mas como quem foi tosquiar lã e saiu tosquiado, Monica estaria agora tosquiada.

Levou para uma entrevista o secretário da Receita Federal de Fernando Henrique Cardoso, Everardo Maciel.

E de forma indiscutível, Maciel demonstrou:

1. que a operação no balanço da Petrobrás, que o Globo transformou no objeto da CPI, é um recurso legal;

2. que a Dra Lina é uma farsante.

Clique aqui para ler o que o Conversa Afiada já escreveu sobre a Dra Lina e aqui sobre o que o Conversa Afiada escreveu sobre o marido e aqui sobre a participação de Agripino Maia e José Serra na farsa da Dra Lina .

Em tempo: Quando o abaixo assinado trabalhava no UOL, interpelou o presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, o ministro da Fazenda Pedro Malan, o presidente do Banco Central Armínio Fraga e o secretário da Receita Federal Everardo Maciel através de email sobre as atividades escusas do passador de bola apanhado no ato de passar bolsa, Daniel Dantas. Everardo Maciel foi o único que sistematicamente respondeu às dúvidas que o abaixo assinado pretendia tirar. No fim das contas, quando a Justiça americana tiver uma conversinha com Daniel Dantas, Everardo Maciel não terá nada a temer.

Paulo Henrique Amorim

(*) Alberto Porém Jr.
Enviado em 26/08/2009 às 8:44
“A gestão desastrosa de Lina Maria Vieira”
-Ontem A Globonews em seu “Entre aspas” com a Monica Waldvogel entrevistou: Everado Maciel, Paulo Antenor de Oliveira e Paulo Sigaud.
Um tiro no pé de quem queria colocar mais lenha na fogueira.
O que mais me surpreendeu foi a unanimidade dos três, totalmente apolíticos mostraram todos os fatos ás claras, tudo ficou absolutamente claro.
Se alguem tem alguma dúvida, então assista, vale a pena, o resto como disseram os três é FACTÓIDE.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1111651-7823-CRISE+ATINGE+DE+VEZ+A+RECEITA+FEDERAL,00.html
Esta era a introdução:
-Doze funcionários do alto escalão do órgão foram exonerados. Todos eram da antiga equipe de Lina Vieira. O Leão que deveria ser isento de influência política, afunda-se cada vez mais na crise.
Esta foi a conclusão:
- A gestão de Lina Vieira frente a Receita Federal foi desastrosa! A crise foi um factóide criado pela oposição com a cumplicidade de Lina!

Fonte:  http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=16918
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A (falta de) lógica das análises
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Nas páginas de economia dos jornalões de ontem e hoje, as principais manchetes tem sido sobre as contas do governo brasileiro. Diante da queda na arrecadação de impostos e aumento nos gastos com funcionalismo, os resultados vieram ruins. Foram os piores indicadores desde o início do governo Lula, em 2003.

Isso é fato.

Uma análise recorrente, no entanto, dá conta de defender menores gastos com contratação de pessoal e aumento de salários para que, assim, sobre mais dinheiro para investimento.

É um pensamento nobre, mas absolutamente simplório. Investir é bom? Claro. O Estado investe pouco? Sim. Desde a explosão da crise dos anos 80, passando pelo neoliberalismo dos anos 90 e 00, o Estado diminuiu fortemente sua participação na economia. Isso certamente não foi bom, como qualquer indicador de distribuição de renda sobre o período deixa claro.

Agora não faz sentido algum o Estado investir em obras sem contratar funcionários. Ou pior ainda: até contrata, mas não reajusta salários. Gastos com funcionalismo são tão cruciais quanto com investimentos, com planejamento, com programas sociais, etc.

Sobre isso, aliás, meu amigo Sergio Leo acertou em cheio quando analisou esse argumento simplista que diz que "as contas com pessoal estão aumentando, e isso é ruim; bom seria se aumentassem os investimentos, que subiram menos do que se gostaria. Se for só por essa lógica, pagar melhor a professores e médicos é ruim; mas é positivo construir prédios de hospitais sem equipamento ou estradas do nada a lugar nenhum para gerar comissões de campanha".

É possível criticar, opinar, analisar e dizer o que for, mas, para isso, é preciso antes entender a dinâmica do Estado e o papel dele na economia. E percebam: não é preciso ideologia para opinar, apenas lógica econômica.

Fonte: http://joaovillaverde.blogspot.com/2009/07/falta-de-logica-das-analises.html

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O último suspiro de Serra
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Extraído do Blog do Nassif:

18/07/2009 – 10:15


Entenda melhor o que está por trás dessa escalada de CPIs, escândalos e tapiocas da mídia.

A candidatura José Serra naufragou. Seus eleitores ainda não sabem, seus aliados desconfiam, Serra está quase convencido, mas naufragou.

Política e economia têm pontos em comum. Algumas forças determinam o rumo do processo, que ganha uma dinâmica que a maioria das pessoas demora em perceber. Depois, torna-se quase impossível reverter, a não ser por alguma hecatombe – um grande escândalo.

O início da derrocada

O início da derrocada de Serra ocorreu simultaneamente com sua posse como novo governador de São Paulo. Oportunamente abordarei as razões desse fracasso.

Basicamente:

1. O estilo autoritário-centralizador e a falta de punch para a gestão. O Serra do Ministério da Saúde cedeu lugar a um político vazio, obcecado com a política rasteira. Seu tempo é utilizado para planejar maldades, utilizar a mão-de-gato para atingir adversários, jornalistas atacando colegas e adversários e sua tropa de choque atuando permanentemente para desestabilizar o governo.

2. Fechou-se a qualquer demanda da sociedade, de empresários, trabalhadores ou movimentos sociais.

3. Trocou programas e ideias pelo modo tradicional de fazer política: grandes gastos publicitários, obras viárias, intervenções suspeitíssimas no zoneamento municipal (comandado por Andrea Matarazzo), personalismo absurdo, a ponto de esconder o trabalho individual de cada secretário, uso de verbas da educação para agradar jornais. Ao contrário de Franco Montoro, apesar de ter alguns pesos-pesados em seu secretariado, só Serra aparece. Em vez de um estado-maior, passou a comandar um exército de cabos e sargentos em que só o general pode se pronunciar.

4. Abandonando qualquer veleidade de inovar na gestão, qual a marca de Serra? Perdeu a de bom gestor, perdeu a do sujeito aberto ao contato com linhas de pensamento diversas (que consolidou na Saúde), firmou a de um autoritário ameaçador (vide as pressões constantes sobre qualquer jornalista que ouse lhe fazer uma crítica).

5. No meio empresarial (indústria, construção civil), perdeu boa parte da base de apoio. O mercado o encara com um pé atrás. Setores industriais conseguem portas abertas para dialogar no governo federal, mas não são sequer recebidos no estadual. Há uma expectativa latente de guerra permanente com os movimentos sociais. Sobraram, para sua base de apoio, a mídia velha e alguns grandes grupos empresariais de São Paulo – mas que também (os grupos) vêem a candidatura Dilma Rousseff com bons olhos.

A rede de interesses

O PSDB já sabe que o único candidato capaz de surpreender na campanha é Aécio Neves. Deixou marca de boa gestão, mostrou espírito conciliador, tem-se apresentado como continuidade aprimorada do governo Lula – não como um governo de ruptura, imagem que pegou em Serra.

Será bem sucedido? Provavelmente não. Entre a herança autêntica de Lula – Dilma – e o genérico – Aécio – o eleitor ficará com o autêntico. Além disso, se Serra se tornou uma incógnita em relação ao financismo da economia, Aécio é uma certeza: com ele, voltaria com tudo o estilo Malan-Armínio de política econômica, momentaneamente derrotado pela crise global. Mas, em caso de qualquer desgaste maior da candidatura oficial, quem tem muito mais probabilidade de se beneficiar é Aécio, que representa o novo, não Serra, que passou a encarnar o velho.

Acontece que Serra tem três trunfos que estão amarrando o PSDB ao abraço de afogado com ele.

O primeiro, caixa fornida para bancar campanhas de aliados. O segundo, o controle da Executiva do partido. O terceiro, o apoio (até agora irrestrito) da mídia, que sonha com o salvador que, eleito, barrará a entrada de novos competidores no mercado.

Se desiste da candidatura, todos os que passaram a orbitar em torno dele terão trabalho redobrado para se recolocarem ante outro candidato. Os que deram apoio de primeira hora sempre terão a preferência.

Fica-se, então, nessa, de apelar para os escândalos como último recurso capaz de inverter a dinâmica descendente de sua candidatura. E aí sobressai o pior de Serra.

Ressuscitando o caso Lunus

Em 2002, por exemplo, a candidatura Roseana Sarney estava ganhando essa dinâmica de crescimento. Ganhara a simpatia da mídia, o mercado ainda não confiava em Serra. Mas não tinha consistência. Não havia uma base orgânica garantindo-a junto à mídia e ao eleitorado do centro-sul. E havia a herança Sarney.

Serra acionou, então, o Delegado Federal Marcelo Itagiba, procuradores de sua confiança no episódio que ficou conhecido como Caso Lunus – um flagrante sobre contribuições de campanha, fartamente divulgado pelo Jornal Nacional. Matou a candidatura Roseana. Ficou com a imagem de um chefe de KGB.

A dinâmica atual da candidatura Dilma Rousseff é muito mais sólida que a de Roseana.

1. É apoiada pelo mais popular presidente da história moderna do país.

2. Fixou imagem de boa gestora. Conquistou diversos setores empresariais colocando-se à disposição para conversas e soluções. O Plano Habitacional saiu dessas conversas.

3. Dilma avança sobre as bases empresariais de Serra, e Serra se indispôs com todos os movimentos sociais por seu estilo autoritário.

4. Grande parte dessa loucura midiática de pretender desestabilizar o governo se deve ao receio de que Dilma não tenha o mesmo comportamento pacífico de Lula quando atacada. Mas ela tem acenado para a mídia, mostrando-se disposta a uma convivência pacífica. Não se sabe até que ponto será bem sucedida, mas mostrou jogo de cintura. Já Serra, embora tenha fechado com os proprietários de grupos de mídia, tem assustado cada vez mais com sua obsessão em pedir a cabeça de jornalistas, retaliar, responder agressivamente a qualquer crítica, por mais amena que seja. Se já tinha pendores autoritários, o exercício da governança de São Paulo mexeu definitivamente com sua cabeça. No poder, não terá a bonomia de FHC ou de Lula para encarar qualquer crítica da mídia ou de outros setores da economia.

5. A grande aposta de Serra – o agravamento da crise – não se confirmou. 2010 promete ser um ano de crescimento razoável.

Com esse quadro desfavorável, decidiu-se apertar o botão vermelho da CPI da Petrobrás.

O caso Petrobras

Com a CPI da Petrobras todos perderão, especialmente a empresa. Há um vasto acervo de escândalos escondidos do governo FHC, da passagem de Joel Rennó na presidência, aos gastos de marketing especialmente no período final do governo FHC.

Todos esses fatos foram escondidos devido ao acordo celebrado entre FHC e José Dirceu, visando garantir a governabilidade para Lula no início de seu governo. A um escândalo, real ou imaginário, aqui se devolverá um escândalo lá. A mídia perdeu o monopólio da escandalização. Até que grau de fervura ambos os lados suportarão? Lá sei eu.

O que  dá para prever é que essa guerra poderá impor perdas para o governo; mas não haverá a menor possibilidade de Serra se beneficiar. Apenas consolidará a convicção de que, com ele presidente, se terá um país conflagrado.

Dependendo da CPI da Petrobras, aguarde nos próximos meses uma virada gradual da mídia e de seus aliados em direção a Aécio.

Em tempo: amiga navegante pergunta: como o IG deixa o Nassif publicar isso ? Por isso o Conversa Afiada sugere, por experiência própria: Nassif, faz backup de tudo, antes que o Serra te tire do ar. PHA

Fonte: http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=14350



A ditadura da mídia
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O jornalista Altamiro Borges acaba de lançar o livro “A ditadura da mídia”. Faz parte da “Coleção Vermelho”.

“Não é uma obra acadêmica, mas uma peça de denúncia política”, avisa ele.  “Não é neutra nem imparcial, mas visa desmascarar o nefasto poder da mídia hegemônica e formular propostas para a democratização dos meios de comunicação.”
 
O prefácio é do professor e pesquisador Venício A. de Lima, da Universidade Nacional de Brasília (UNB) e um dos maiores especialista no tema no país: “O precioso e oportuno ‘A ditadura da mídia’ oferece ao leitor, em linguagem simples e direta, não só um quadro atualizado sobre os grupos que disputam o controle da grande mídia no mundo e em nosso país, como também um roteiro justificado de metas que devem orientar as reivindicaçòes populares na 1* Conferência Nacional de Comunicação".
 
O jornalista Laurindo Lalo Leal Filho, ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), faz um comentário: "O livro ‘A ditadura da mídia’ tem a justa pretensão de se tornar um instrumento de apoio para todos os que lutam pela construção de uma comunicação mais justa e equilibrada em nosso país”.

“Sem enfrentar a ditadura midiática não haverá avanços na democracia”
O próprio Altamiro Borges antecipa um pouco do que estará no livro:

“A mídia hegemônica vive um paradoxo. Ela nunca foi tão poderosa no mundo e no Brasil, em decorrência dos avanços tecnológicos nos ramos das comunicações e das telecomunicações, do intenso processo de concentração e monopolização do setor nas últimas décadas e da criminosa desregulamentação do mercado que a deixou livre de qualquer controle público. Atualmente, ela exerce a sua brutal ditadura midiática, manipulando informações e deturpando comportamentos. Na crise de hegemonia dos partidos burgueses, a mídia hegemônica confirma uma velha tese do revolucionário italiano Antonio Gramsci e transforma-se num verdadeiro “partido do capital”.

Por outro lado, ela nunca esteve tão vulnerável e sofreu tantos questionamentos da sociedade. No mundo todo, cresce a resistência ao poder manipulador da mídia, expresso nas mentiras ditadas pela CNN e Fox para justificar a invasão dos EUA no Iraque, na sua ação golpista na Venezuela ou na cobertura tendenciosa de inúmeros processos eleitorais. Alguns governantes, respaldados pelas urnas, decidem enfrentar, com formas e ritmos diferentes, esse poder que se coloca acima do Estado de Direito. Na América Latina rebelde, as mudanças no setor são as mais sensíveis.

No caso do Brasil, a mídia controlada por meia-dúzia de famílias também esbanja poder, mas dá vários sinais de fragilidade. Na acirrada disputa sucessória de 2006, o bombardeio midiático não conseguiu induzir o povo ao retrocesso político. Pesquisas recentes apontam queda de audiência da poderosa TV Globo e da tiragem de jornalões tradicionais. O governo Lula, com todas as suas vacilações, adota medidas para se contrapor à ditadura midiática, como a criação da TV Brasil e a convocação da primeira Conferência Nacional de Comunicação.
 
Este quadro, com seus paradoxos, coloca em novo patamar a luta pela democratização da mídia e pelo fortalecimento de meios alternativos, contra-hegemônicos, de informação. Este desafio se tornou estratégico. Sem enfrentar a ditadura midiática não haverá avanços na democracia, nas lutas dos trabalhadores por uma vida mais digna, na batalha histórica pela superação da barbárie capitalista e nem mesmo na construção do socialismo. Aos poucos, os partidos de esquerda e os movimentos sociais percebem que esta luta estratégica exige o reforço dos veículos alternativos, a denúncia da mídia burguesa e uma plataforma pela efetiva democratização da comunicação.”

O livro A ditadura da mídia tem cinco capítulos:
1- Poder mundial a serviço do capital e das guerras.
2- A mídia na berlinda na América Latina rebelde.
3- Concentração sui generis e os donos da mídia no Brasil.
4- De Getúlio a Lula, histórias da manipulação da imprensa.
5- Outra mídia é urgente: as brechas da democratização.

O exemplar custa R$ 20,00. Na venda de cotas para entidades (acima de 50 exemplares), o valor unitário é de R$ 10,00. Para adquirir sua cota, escreva para: aaborges1@uol.com.br.


FBI revela: impostos estaduais crescem o dobro do federal em relação ao PIB
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A descoberta foi ao flagar no G1 manipulação da informação sobre a carga tributária em relação ao PIB.

Direto do FBI

Matéria do G1 com o título "Carga tributária soma 35,8% do PIB em 2008 e volta a bater recorde" escreve besteira e omite informações relevantes, como demonstrarei a seguir.

É verdade que a soma é 35,8% do PIB? Que é recorde? Que esse valor engloba os valores da União, dos Estados e dos Municípios?

Tudo isso é verdade. Inclusive que os principais motivos foram o bom nível da atividade econômica, além do trabalho de combate à sonegação fiscal da Receita Federal. Coisa que só aparece quase no final da matéria.

Entretanto, a manipulação da matéria se dá em dois aspectos:

1. o tom ideológico, com peso negativo, exclusivamente em cima do Governo Federal, inclusive ao comparar com outros países, como o Japão e os EUA; comparação essa absurda, já que os gastos públicos dos EUA, em saúde, não são universais como o SUS, no Brasil, como exemplo. Reparem que a fala do Raul Veloso - que teve alto cargo no governo Collor - compara os serviços de saúde do SUS, com os da Inglaterra e da França e não dos EUA e Japão. Agora vejam se Inglaterra e França estão na lista de menores "cargas tributárias" apresentada na matéria...

2. ao esconder a informação - que será dada somente pelo FBI, neste momento - de que o crescimento do total de impostos estaduais e municipais foi bem maior do que o crescimento dos impostos federais. No caso dos impostos estaduais, o percentual de crescimento foi exatamente o dobro do federal.

Abaixo, a tabelinha que fundamenta essa afirmação.

                                             % do PIB  

             Imp. Federal    Imp. Estaduais            Imp. Municipais

2007                 24,33                       8,8                                 1,59
2008                 24,92                      9,23                                1,64
2008/2009         2,42
                      4,89                                3,14

Visto isso, proponho uma campanha para que os Governadores Serra, Aécio, Sérgio Cabral, Yeda Crusius, Luiz Henrique e Requião, entre outros e outras, reduzam as elevadas alíquotas de ICMS, principalmente porque são as que mais incidem sobre a população mais pobre, pois estão embutidas no preço do feijão e do arroz.

É por isso que a Reforma Tributária, que o Governo Federal quer aprovar, está parada no Congresso Nacional. Porque não interessa, aos Governadores e Governadoras, reduzir suas cargas tributárias. Ainda que, no discurso, assaquem contra o Governo Federal, de forma sistemática e farisaica.

Convido as Organizações Serra para participar dessa campanha, incluindo o Raul Veloso, a Míriam Leitão, o Sardenberg e demais arautos do farisaísmo tributário.


Leia mais no FBI, tocado pelo diligente Augusto da Fonseca. FBI, para quem está chegando agora, é o Festival de Besteiras da Imprensa

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Itamar diz que PSDB não é o 'pai' do Plano Real
[info]vozdissonante
Será que depois dessa o ex-presidente da República Itamar Franco ainda vai entrar para o PPS? Está prevista uma festança para o dia 6 de julho. Se cogitou até que Itamar seria o vice de José Serra. Mas como o PPS é PSDB, como ficará o discurso do PSDB? Pelo andar da carruagem, não sobrará nenhuma velinha no bolo de 20 anos dos tucanos.

por ANA CONCEIÇÃO - Agencia Estado
SÃO PAULO - O ex-presidente da República Itamar Franco fez duras críticas à campanha do PSDB por ocasião dos 15 anos do Plano Real, comemorados hoje. Em entrevista à Rádio Eldorado, Itamar disse que a campanha deturpa e nega a história e lembrou que a equipe de formuladores do plano era composta por integrantes de outros partidos. "A todo instante assistimos na TV o PSDB comemorando os 15 anos do Plano Real. Oras, isso não nos magoa, mas é uma deturpação, uma negação da história." Itamar afirmou que combaterá o PSDB se o partido defender a paternidade do Plano Real durante as eleições 2010.

Presidente de 1992 a 1995, Itamar chamou para si a responsabilidade política pela implantação do Real, em 1994, e ressaltou o papel de outros políticos e economistas. "O grande ministro do Plano Real chama-se (Rubens) Ricupero e, em seguida, Ciro (Gomes). E depois houve Paulo Haddad, Eliseu Resende. O plano não é só de um ministro. E é preciso lembrar que o Plano Real foi assinado pelo presidente da República, não por uma ordem técnica. A parte política foi garantida pelo presidente da República", afirmou.

Na entrevista, Itamar lembrou que, pouco antes da implantação do plano, o então ministro da Fazenda Rubens Ricupero o procurou para dizer que a equipe econômica temia pelo Plano Real porque não conseguia chegar a um acordo sobre o câmbio. Também temia as consequências políticas, por conta das eleições presidenciais, que seriam realizadas naquele ano. "Eu disse para ele resolver a parte técnica porque eu iria implantar o plano no dia 1º de julho. Ele disse ''tecnicamente eu resolvo'', e eu respondi: ''politicamente resolvo eu''."

Fonte: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/itamar-diz-que-psdb-nao-e-o-pai-do-plano-real/
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A mídia vende a mentira dos donos
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O que a mídia quer que você pense

por Laerte Braga*
 
 
Quem que preste o mínimo de atenção ao noticiário dos grandes veículos de comunicação vai constatar que o nome do criminoso Daniel Dantas desapareceu do cenário. Permanecem o do delegado Protógenes Queiroz e do juiz De Sanctis sendo massacrados pela suposta assepsia da mídia em pequenas notícias aparentemente isentas.
 
Sobre a gravação que não houve – ninguém viu só a revista VEJA, porta-voz oficial do crime legalizado – de uma conversa entre o criminoso Gilmar Mendes (presidente um departamento das empresas de Dantas, A STF DANTAS INCORPORATION LTD) e outro criminoso Heráclito Fortes (o senador que empregava a filha de FHC em seu gabinete) nem se toca no assunto.
 
São fatos para serem esquecidos. Daniel Dantas entrou na muda, não fala nada e Protógenes e De Sanctis viraram os bandidos da história. Gilmar Mendes continua recebendo pela porta dos fundos do seu gabinete e estacionando seu carro cujo combustível é pago com dinheiro público, em vaga reservada a deficiente físico.
 
Nas várias operações feitas pela Polícia Federal e que desmantelaram quadrilhas que iam de ministros de tribunais superiores, a desembargadores, senadores, deputados, prefeitos, grande empresários, banqueiros, latifundiários, as quadrilhas de sempre, uma delas ganhou destaque nacional pela imagem que proporcionou.
 
A do ex-prefeito da cidade mineira de Juiz de Fora, Alberto Bejani, recebendo a propina paga pelos empresários de transportes coletivos de sua cidade e estabelecendo as condições para os meses seguintes. O fato foi divulgado à larga no principal jornal de tevê do País, o jornal da mentira que alguns chamam de JORNAL NACIONAL.
 
Bejani continua solto, é candidato a deputado e o atual prefeito de Juiz de Fora Custódio Matos é só uma reprodução da corrupção ampla, geral e irrestrita que permanece intocada. Com um pouco mais de sofisticação por ser tucano.
 
O presidente Lula tem em mãos medida provisória aprovada pelo Congresso que ratifica a grilagem de bandidos na Amazônia e no Pantanal brasileiros, tudo sacramentado pela senadora/bandida Kátia Abreu, do DEM. A medida permite que extensões de terra do tamanho de cidades como Rio ou São Paulo sejam legalizadas depois de tomadas pelos latifundiários – a senadora é latifundiária – e registradas em marmeladas de certidões falsas em cartórios de tabeliões criminosos. Qual não é?
 
O veto ou não a essa negociata sem tamanho e que compromete a própria soberania nacional, a integridade de nosso território, pasmem-se, depende de acordos políticos, do toma lá dá cá e tudo passando pelas mãos do senador José Sarney, quadrilheiro que opera no Maranhão e no Paraná e segundo Lula “pela sua história não pode ser tratado como homem comum”. Nessa lógica Al Capone também não.
 
O governador de São Paulo, José Serra, notório corrupto, indivíduo – para usar expressão do antigo jargão do noticiário policial dos jornais das décadas de 50/70 – de má catadura e sem caráter algum, está promovendo a liquidação do seu estado naquele negócio de privatizar, terceirizar e tirar o corpo fora de qualquer problema, mas engordando o caixa dois para sua campanha eleitoral. Uma das providências que Serra tomou, por exemplo, foi a de assinar milhares de revistas da Editora ABRIL, a que edita VEJA, em troca do direito de bater a carteira de cada paulista e ainda tentar chegar à presidência para estender seus limites de punguista político.
 
E assim o tresloucado que governa Minas, Aécio Neves. A corrupta que governa o Rio Grande do Sul, Yeda Crusius. O governador dos muros Sérgio Cabral e nem estou tocando na barbárie da semana passada quando os pistoleiros de Serra, fardados de policiais militares, espancaram, prenderam, torturaram e seqüestraram professores, funcionários e estudantes da USP – Universidade de São Paulo – que o governador/criminoso quer privatizar.
 
Isso é irrelevante para a mídia à medida que quem paga os “nossos comerciais”, os “comerciais do plim plim” são eles os bandidos.
 
O escândalo do Senado, vamos usar essa expressão, cumpre o papel de “imprensa sadia” no contexto do espetáculo que promovem para fugir da realidade e criar esse institucional falido, pois num dado momento é fácil generalizar sobre senadores, tanto quanto criar o sentimento que Congresso é um custo, um peso, sem ganho algum, abrindo espaço a continuidade das práticas corruptas dos que em tese são denunciados. Caso de Kátia Abreu. Ou de José Sarney. Ou de Fernando Gabeira, paladino da moral e dos bons costumes pego com a boca na botija das passagens cedidas a amigos e etc e tal.
 
Em meio a tudo isso há um espaço de cinco ou seis minutos para que cada cidadão tome conhecimento do novo modelo de automóvel que pode ser comprado em trocentas prestações, sem entrada. Ou da roupa que coloca o ser no topo mesmo que o estômago esteja roncando e pior, que cria o vazio interior em cada cidadão ou cidadã na esteira de uma indignação fingida, hipócrita e cuidadosamente planejada para você não saiba nada além daquilo que interessa a eles. Por via das dúvidas um monte de marcas de sabão em pó daqueles que tiram qualquer mancha.
 
E assim é o noticiário internacional. O jornal THE WASHINGTON POST, como o próprio nome indica editado em Washington – responsável pela investigação de dois jornalistas que resultou na renúncia de Richard Nixon – trouxe um artigo de um ex-secretário (ministros por lá são chamados de secretários) do governo Ronald Reagan, um dos mais estúpidos da história dos EUA, revelando os verdadeiros motivos que levam países como os Estados Unidos, Grã Bretanha (protetorado norte-americano na Europa), Itália (bordel particular de Sílvio Berlusconi) e outros, a criar a imagem de barbárie e violência no Irã por conta da vitória do candidato Mahamoud Ahmadinejad.
 
Não interessava aos donos do mundo. A mídia cumpre o papel de mostrar uma realidade que não existe já que a vitória do presidente – reeleito – foi por larga margem de votos e confirmada pelas instâncias superiores daquele país.
 
Mas é preciso demonizar o Irã, satanizar Ahmadinejad. Contrariam os interesses dos principais acionistas dos EUA. O estado terrorista de Israel através da AIPAC – AMERICAN ISRAEL PUBLIC AFFAIRS COMMITTEE – com milhões de sionistas/judeus organizados e com vastos recursos para comprar parlamentares naquele país, moldar boa parte da mídia segundo seus interesses (bancos e empresas, muitas delas falidas na crise e salvas com dinheiro do contribuinte), vendendo a idéia de sionistas/judeus sofredores e palestinos terroristas, enquanto roubam terras palestinas, seqüestram, torturam, estupram, matam, prendem e sacam de instrumentos religiosos para se auto proclamarem o povo eleito para dirigir o mundo.
 
Defender um noticiário isento, livre, um debate amplo sobre todas as questões que dizem respeito ao Brasil – nosso caso – sua inserção no resto do mundo e junto a esse mundo globalizado é o mínimo que se pode fazer e não significa que se esteja querendo importar esse ou aquele modelo. Essa ou aquela solução.
 
Somos o Brasil, somos brasileiros e brasileiras, temos nossas características de País de múltiplas culturas, não somos um País de brancos de olhos azuis como querem e estamos, gradativamente, sendo transformados em seres aculturados e adoradores de McDonalds e outras coisas mais. A própria língua portuguesa hoje já não é falada por exemplo, em várias áreas da Miami brasileira, a Barra da Tijuca. É que lá as senhoras levam suas cachorrinhas ao cabeleireiro de helicóptero para evitar o stress do trânsito de mortais comuns.
 
A mídia vende um show. Um espetáculo. Vende ilusão. Vende a mentira dos donos. Essa mentira como diz Débort (“A sociedade do espetáculo”, Contraponto, Rio), o espetáculo, “não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediadas por imagens”.
 
Ou, “a primeira fase da dominação da economia sobre a vida social acarretou , no modo de definir toda realização humana, uma evidente degradação do ser para o ter. A fase atual, em que a vida social está totalmente tomada pelos resultados acumulados da economia, leva a um deslizamento generalizado do ter para o parecer, do qual todo ter efetivo deve extrair  prestígio imediato e sua função última. Ao mesmo tempo, toda realidade individual  tornou-se social, diretamente dependente da força social, moldado por ela. Só lhe é permitido aparecer naquilo que ela não é”.
 
E, aí, “à medida que a necessidade se encontra socialmente sonhada, o sonho se torna necessário. O espetáculo é o sonho mau da sociedade moderna aprisionada, que só expressa final, o seu desejo de dormir. O espetáculo é  o guarda desse sono”.
 
Não é difícil entender a constatação da OMS – Organização Mundial de Saúde – porque a depressão será a segunda maior causa de mortes a partir do ano 2020, logo após as doenças cárdio/vasculares.
 
O “paraíso ilusório”, a “cisão consumada no interior do homem”.
 
Se achar que “prozac” não resolve, quem sabe Edir, o Macedo. E tome Faustão.
 
E nunca se esqueça de olhar embaixo da cama antes de dormir ou trancar bem as portas e janelas, pois lá pode estar escondido um “terrorista” iraniano, ou palestino, pior, um senador padrão José Sarney, ou um governador José Serra. Nesses casos não adianta chamar o 190, é deles.
 
Por via das dúvidas deixe a GLOBO ligada e se encontrar um desses comece a rezar o pai nosso deles. “Wall Street nossa de cada dia...” Pendure uma cruz de Davi, ao lado da suástica, na entrada da casa. E se algum deles perguntar alguma coisa diga apenas yes y love the Globe. Ajoelhe-se, volte-se para o PROJAC e invoque a proteção de William Bonner.  Se quiser, para aumentar a proteção, é bom, coloque um retratinho dele sob a cama, na parede.

* Laerte Braga é jornalista.


Campanha tucana omite a verdade
[info]vozdissonante

Mídia se apavora com a liberdade de expressão da Petrobrás
[info]vozdissonante
propósito da fúria transparente do PiG contra a Petrobrás, o Conversa Afiada tem o prazer de publicar o comentário do amigo navegante Geraldo D. Chaves: transparência neles !

Geraldo S Chaves

Mais uma sobre o assunto na Internet. Não deixem de ler:
Carta Aberta ao Sr. Julio Cesar Mesquita [ANJ]
Link:
http://dialogico.blogspot.com/2009/06/carta-aberta-ao-sr-julio-cesar-mesquita.html

9 de Junho de 2009
Carta Aberta ao Sr. Julio Cesar Mesquita [ANJ]
Prezado Sr. Julio César Mesquita,

tivemos o desprazer de ler a nota da ANJ assinada pelo senhor. É difícil dizer, se ela é mais cretina, ou mais patética.

Iniciemos pela questão semântica: o senhor acusa a Petrobras de atitude antiética e esquiva. Bem, no nosso modesto entendimento, atitude antiética é a de quem falta com a ética, o que não parece ser o caso da Petrobras por, simplesmente, ter tornado público um tema que é, naturalmente, da esfera pública. Se o senhor não sabe, esclarecemos: a Petrobras é uma empresa mista, mas o Estado é o acionista majoritário. Assim, todo o cidadão brasileiro tem o direito de ter acesso a todas as informações que dizem respeito a esta empresa, venham elas de onde vierem.

E esquiva? Esquiva é atitude de quem se esconde ou esconde alguma coisa. O que também não é o caso da Petrobras, quando publiciza perguntas que lhe foram feitas a título de entrevista, o que indica uma ação a se tornar pública. Qual seria o sentido desta ou de qualquer entrevista para um jornal, se seu conteúdo não viesse a se tornar público?

Segue a nota: Numa canhestra tentativa de intimidar jornais e jornalistas, a empresa criou um blog. Onde se configura essa canhestra tentativa de intimidação? Desde quando divulgar informações de interesse público é uma atitude canhestra ou intimidatória? Omitir, sim, é canhestro. A criação de um blog é um direito de qualquer pessoa ou instituição. É uma ferramenta pública disponível na Internet e está acessível a qualquer um que deseje usá-la. E o blog da Petrobras foi criado, justamente, para publicar as omissões que os jornais, a quem o senhor representa, costumam praticar, sistematicamente, em relação a qualquer assunto e, agora, em particular, a Petrobras. Então, quem age de forma esquiva e canhestra?

Com relação à inaceitável quebra da confidencialidade que deve orientar a relação entre jornalistas e suas fontes. Como assim??? Parece-nos que a maior preocupação, nesse sentido, deveria ser da fonte e não do jornal!!! Quem corre o risco maior é sempre quem passa a informação! E podemos acrescentar, aí também, a questão da confiabilidade. Essa é uma relação de mão dupla. Quem informa tem a garantia de que a informação não será manipulada de acordo com interesses dessa ou daquela empresa de mídia? O senhor como Vice-Presidente da ANJ deveria saber o quanto esse risco é grande. Tanto é assim, que a Petrobras precisou criar um blog para publicar, na íntegra, as informações que os próprios jornais solicitaram e mutilaram.

“[...] as perguntas enviadas à sua assessoria de imprensa pelos jornalistas antes mesmo de publicadas as matérias às quais se referem”. Para quem conhece a mídia brasileira, fica fácil de entender o porquê dessa atitude da Petrobras. Ela, simplesmente, quis se resguardar dessas costumeiras omissões e manipulações que os jornais fizeram sobre as informações que esta empresa encaminhou. E sobre o “processo no caso de suas informações não receberem um ‘tratamento adequado’”, é um direito inalienável da fonte e não tem nada a ver com intimidação.(O senhor já esqueceu do “dossiê” da Dilma?) Tem a ver, sim, com praticar jornalismo de verdade, factual. A fonte declarou X e o jornal publica X e não Y. Nessa equação, não há espaços para processos. Simples!!!

“Princípios universais de liberdade de imprensa”. Na opinião de Vice-Presidente da ANJ, quais são exatamente esses princípios? Vamos lhe dar o benefício da dúvida: talvez, o senhor tenha confundido liberdade de imprensa com liberdade de empresa. Para ser mais claro, se o senhor não entendeu: confundiu o direito universal de ser bem informado, com aquilo que as empresas de mídia no Brasil e no mundo impõem ao público como informação.

O senhor deveria saber. E, se não sabe, irá aprender agora: acabou a era da informação num único sentido. O mundo mudou, Sr. Julio César Mesquita. Isso que a Petrobras fez, já é feito há muito tempo na blogosfera. Uma mentira, uma manipulação só dura o tempo de alguém postar a outra versão dos fatos publicados nos jornais. A manifestação contra a “ditabranda” em frente a Folha de São Paulo este ano, para citar um exemplo, mostrou, para quem sabe observar, que nada mais será como antes em matéria de jornalismo.

A mídia corporativa sempre subestimou o papel desempenhado pela blogosfera. Mas é, justamente ela, que tem garantido um princípio elementar do jornalismo: o contraponto.
A Petrobras, democraticamente, fez uso desse contraponto. Garantiu o direito da sociedade a ser livremente informada, ao disponibilizar as informações omitidas pela imprensa.

O contraponto é o que permite a formação da opinião pública, ou seja, quando a população tem acesso às várias informações sobre o mesmo assunto. Nós não nos sentimos lesados pelas informações disponibilizadas pela Petrobras. Nós nos sentimos lesados pelas informações omitidas pelos sócios da ANJ.

A Petrobras, ao criar seu blog, deu transparência às informações. Quem tem, sistematicamente, se negado ao democrático escrutínio de seus atos, é a mídia corporativa brasileira!!!

O fato é esse: vocês perderem a tutela da informação. E isso é intolerável para o senhor e seus amigos da ANJ!

No mais, melhore a qualidade dos seus argumentos. A considerar pela nota que o senhor emitiu, dá para entender o porquê dos jornais estarem em tamanha decadencia.

Eugênio Neves e Claudia Cardoso
Porto Alegre – RS

Em tempo1: esta é uma carta aberta e será publicada em nosso blog – www.dialogico.blogspot.com - e na seção de comentários no blog da Petrobrás.

Em tempo 2: sugerimos a leitura dos comentários no blog Viomundo e no blog da Petrobras. Isso lhe dará uma idéia razoável da credibilidade que gozam ANJ e seus associados.

Em tempo 3: sugerimos a criação de um blog da ANJ, onde as pessoas possam disponibilizar, abertamente, as suas opiniões. Já que estamos falando de liberdade de imprensa…

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista


Fonte: http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=11952
 

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